13 de abril de 2013

Código Artes Leonardo da Vinci e Boticelli


Código artes Leonardo da Vinci 



Leonardo da Vinci, o grande maestro renascentista, foi discípulo de Verrochio, alquimista e hermetista conhecido na época, quem influenciou também a Sandro Felippepi, mais conhecido sob o pseudônimo de Boticelli, outro grande pintor da Renascença italiana. O biógrafo de da Vinci e seu contemporâneo, Vascari, definia o MAESTRO como sendo possuidor de "mente herética". Apontado como tendo sido um dos Grão-mestres da poderosa sociedade secreta - Le Prieurè de Sion - (1510-1519). A historiadora inglesa - Dame Francis Yeats - considera ter sido o pintor um adepto da "Rosa Cruz Fama Fraternitatis" (membro do "Le Prieurè de Sion"), e um dos maiores usuários do que se chama de "double entendre" (duplo sentido).



Códigos usados por da Vinci na sua obra 





Santa Ceia - João, o discípulo amado, é uma mulher (que não se leve em conta o homossexualismo confesso do pintor). Usa correntinha de ouro no pescoço e afasta-se de Jesus com uma coqueteria feminina, incontestável. Seria Madalena?
João / figura feminina e Jesus, usam o chamado "efeito espelhado": túnica vermelha e manto azul, Jesus, Túnica azul e manto vermelho. O "espelho" simboliza a entrada para uma realidade oculta. Um crítico de arte verá que os grupos formados por Jesus e João / figura feminina, pelo afastamento da suposta Madalena, formam um M no centro do Quadro. O M foi um código muito usado pelos Templários e sobre o qual existe controvérsia: M, símbolo da constelação Virgo M de Madalena, venerada pelos Templários? 
No "grupo de Jesus", aparece "mão anômala" fazendo o "gesto ou dedo de João" (o Batista) tão caro a da Vinci que usou este símbolo com grande constância na sua obra. O próprio da Vinci encarna S. Judas Thadeu e o Prior do Monastério de Santa Maria, quem da Vinci odiava, foi colocado na pele de Judas! Apesar de ser a cena da "Instituição da Eucaristia", não há vinho e pão na mesa posta por da Vinci, o pão está reduzido à migalhas esparsas.



Outros códigos usados por da Vinci nas suas obras 





Virgem das Rocas - Maria parece proteger Jesus e sua outra mão, como garra, parece afastar João Batista. O Menino Jesus é quem recebe a "benção" de João Batista. João Batista era venerado pelos Templários e algumas das seitas esotéricas, (às vezes, até mais do que o culto prestado a Jesus), em todos os seus símbolos. O "carob tree", árvore símbolo de João Batista e o "gesto de João" - tela: "Adoração aos Magos". Nesta tela da Vinci se auto retratou, dando as costas à cena da Natividade. Os anônimos do quadro ignoram Jesus e "velam" o "carob tree". São João Batista (escultura) o "dedo ou "gesto" de João".



Código artes Boticelli 








No quadro "Maria aos pés da Cruz", Boticelli empregou os seguintes códigos: Maria Madalena veste "capa cardinalícia". O vermelho, símbolo do status clerical, símbolo dos bispos, demonstra a reverência de Boticelli à Madalena, versado como foi nas artes esotéricas assimiladas de Verrochio (outra cor símbolo: o verde / fertilidade).
O anjo segura uma raposa pelo rabo: a raposa é o símbolo da "falsidade pia". Parece que Boticelli acreditava, como os gnósticos, que Jesus sobreviveu à crucifixão. Piero Alla Francesca, pintor renascentista, também pintou Madalena usando a "capa cardinalícia" - Madalena era "Grã-sacerdotiza Nazarite" pertencente à Igreja Nazarena a verdadeira religião de Jesus, o Nazareno. Não por haver nascido em Nazaré, inexistente naquela época e sim por pertencer à seita nazarena (outras seitas: zadoquitas, saduceus, essênios, etc).





Fonte: Lynn Picknnet and Clive Prince: "The Templar Revelation".



11 de abril de 2013

Expressionismo, mais um pouco


Para realmente entendermos  o movimento expressionista, necessitamos conhecer a visão do mundo alemão. Sem duvida tanto o romantismo quanto o expressionismo são os dois movimentos artísticos que mais refletem a cultura alemã. Longe de afirmarmos que estes movimentos sejam exclusividade do povo alemão eles apenas demonstram respectivamente a passionalidade e a inquietação espiritual deste povo. O movimento expressionista nasce na Alemanha por volta da 1905, seguindo a tendência de pintores do final do século XIX, como Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Matisse. A fundação nesta data da sociedade dos artistas Die Brücke (A Ponte) marcou o início de uma nova forma de arte que se diferencia do fauvisme francês, principalmente no que se refere à sua emoção social.

Duas características podem ser consideradas fundamentais no movimento expressionista:

* A reação contra o passado - o expressionismo não reage apenas contra este ou aquele movimento, contra o naturalismo ou os vários movimentos vigentes na Alemanha na época, mas reage, sem mais, contra todo o passado; é o primeiro movimento cultural que deve ser compreendido, antes de mais nada,  por uma rebelião contra a totalidade dos padrões, dos valores do ocidente. A arte cessa de gravitar em torno de valores absolutos.

* Sem duvida temos uma filiação do expressionismo com o romantismo. A diferença fundamental é que no expressionismo o confessado não é de ninguém , o autobiográfico não tem rosto, a arte não manifesta a subjetividade de um Beethoven, pois, bem ao contrario, diz algo que em última análise releva do impessoal.  Umas das grandes  influências vem sem dúvida de Freud, e isto por duas razões. Em primeiro lugar a psicanálise liberta do passado . Transportando isto em termos de cultura, podemos dizer que a psicanálise liberta da tradição, da história. Em segundo lugar, a perspectiva de Freud é a da subjetividade; ao contrário do que acontece na psicologia clássica, a raiz dessa nova subjetividade é impessoal: o inconsciente foge à alçada daquilo que se considerava ser a pessoa, e a subjetividade torna-se mais anônima.



Se devêssemos escolher uma palavra para definir o expressionismo esta palavra seria o grito. Pois o expressionismo é o grito que brota de uma solidão radical, o grito de um homem identificado ao grito. Grita-se porque só resta o grito, expressão de um sem-sentido radical. Por isso é freqüente encontrarmos personagens destituídas de identidade; ou bem a identidade se fragmenta, chegando a se plurificar em diversas personagens, ou então é negada transformando a personagem em uma espécie de marionete.

9 de abril de 2013

CUBISMO







Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas.

O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas retas. Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes.

Principais características:

* geometrização das formas e volumes; 
* renúncia à perspectiva; 
* o claro-escuro perde sua função; 
* representação do volume colorido sobre superfícies planas; 
* sensação de pintura escultórica; 
* cores austeras, do branco ao negro passando pelo cinza, por um ocre apagado ou um castanho suave.





O cubismo se divide em duas fases:

Cubismo Analítico - caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos. Decompondo a obra em partes, o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura, examinado-a em todos os ângulos no mesmo instante, através da fragmentação dela. Essa fragmentação dos seres foi tão grande, que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas.

Cubismo Sintético - reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Também chamado de Colagem porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção dos artistas em criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis.

Principais artistas:

Picasso - tendo vivido 92 anos e pintado desde muito jovem até próximo à sua morte passou por diversas fases. Entretanto, são mais nítidas a fase azul, que representa a tristeza e a melancolia dos mais pobres, e a fase rosa em que pinta acrobatas e arlequins. Depois de descobrir a arte africana e compreender que o artista negro não pinta ou esculpe de acordo com a tendência de um determinado movimento estético, mas com uma liberdade muito maior, Picasso desenvolveu uma verdadeira revolução na arte. Em 1907, com a obra Les Demoiselles d’Avignon começa a elaborar a estética cubista que, como vimos anteriormente, se fundamenta na destruição de harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade. 
Podemos destacar, também o mural Guernica que representa, com veemente indignação, o bombardeio da cidade espanhola de Guernica, responsável pela morte de grande parte da população civil formada por crianças, mulheres e trabalhadores, durante a Guerra Espanhola. 
Outra obra destacada: O Poeta.


Braque - um artista que passou pela fase do cubismo analítico e sintético. Obra destacada: Mulher com Violão. 




Dos artistas brasileiros destacamos:

Tarsila do Amaral - apesar de não ter exposto na Semana de 22, colaborou decisivamente para o desenvolvimento da arte moderna brasileira, pois produziu uma obra indicadora de novos rumos. Em 1928 deu início a uma fase chamada antropofágica. A ela pertence a tela Abaporu cujo nome, segundo a artista é de origem indígena e significa “antropófago”. Também usou de temática social nos seus quadros como na tela Operários.

Rego Monteiro - um dos primeiros artistas brasileiros a realizar uma obra dentro da estética cubista. Estudou em Paris, depois da Semana de Arte Moderna, sua vida alternou-se entre a França e o Brasil. Foi reconhecido também naquele país, tem seus quadros dentro do acervo de alguns importantes museus. 
Obra destacada: Pietà.

8 de abril de 2013

EXPRESSIONISMO




O Expressionismo é a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, “expressando” sentimentos humanos. Utilizando cores patéticas, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento. 


Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais.


Principais características:

* pesquisa no domínio psicológico;

* cores resplandecentes, vibrantes, fundidas ou separadas;
* dinamismo improvisado, abrupto, inesperado;
* pasta grossa, martelada, áspera;
* técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem, fazendo e refazendo, empastando ou provocando explosões;
* preferência pelo patético, trágico e sombrio

O principal precursor do movimento é o pintor holandês Vincent van Gogh, dono de pinceladas marcantes, de cores fortes, traços marcantes, formas contorcidas e dramáticas. 





O expressionismo foi a primeira vanguarda artística do século XX, sua principal característica  foi a deformação da realidade sob a óptica dos sentimentos. Já não se procurava imitar o modelo da natureza ou o objeto real. Havia uma realidade ainda mais importante: a da visão subjetiva do artista.  Seus quadros foram os primeiros nos quais o objeto representado se distancia totalmente do modelo original. O termo expressionismo (com o sentido de retorcer, em alemão) foi cunhado pelo galerista Georg Levin em 1912.

Com esse nome eram designados os grupos das vanguardas européias, como o Die Brücke (A Ponte), cujos temas centrais eram as paisagens de policromia exacerbada e o corpo humano sintetizado em poucas linhas. Composto pelos pintores Emil Nolde, Ernst Kirchner, Karl Schmidt-Rottluff e Max Pechstein. O que mais se destacaram em suas obras foram a agressividade da cor e a falta de tranqüilidade das formas. Sua preocupação era reformular os temas impressionistas. 

Os artistas do Die Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul) usaram as teorias musicais para conseguir composições de colorido harmonioso e formas totalmente abstratas. Para os expressionistas vienenses, ao contrário, o tema central era o resgate do feio como novo valor estético. Entre seus  representantes estava Vassili Kandinski, Franz Marc e August Macke e os artistas Oskar Kokoschka e Egon Schiele, na Áustria, e Georges Rouault, na França, para citar alguns.

Com o expressionismo, conceitos como deformação da realidade, expressividade da cor e abstração das formas passaram a ser os novos princípios da arte. A escultura expressionista é escassa, e a arquitetura circunscrita a este movimento é exclusivamente teórica. Contudo, os princípios plásticos enunciados pelo expressionismo marcarão a estética de todas as disciplinas artísticas que vão surgir mais adiante, no século XX.






Foram três as etapas que levaram o expressionismo ao amadurecimento: o primeiro, o período da arte naïf, em que se vislumbrou a importância da arte como meio de expressão dos sentimentos humanos; o segundo, denominado expressionismo puro, cujo tema principal foi a abstração das formas; e, finalmente, os períodos anteriores e posteriores à Primeira Guerra Mundial, nos quais atuou como implacável crítico da sociedade.



  As obras propõem uma ruptura com as academias de arte e com o impressionismo. É uma maneira de recriar o mundo em vez de apenas captá-lo ou moldá-lo conforme as leis da arte tradicional. As características mais significativas são distanciamento da pintura acadêmica, ruptura com a ilusão de tridimensionalidade, resgate das artes primitivas e uso arbitrário de cores fortes.    Muitas obras exibem textura áspera por causa da quantidade de tinta nas telas. É comum o retrato de seres humanos solitários e sofredores. 




Com a intenção de captar estados mentais, vários quadros mostram personagens deformados, como o ser humano desesperado sobre uma ponte de O Grito, do norueguês Edvard Munch (1863-1944), um dos expoentes do movimento. 



 Na América Latina, o expressionismo é principalmente uma via de protesto social e político. No México, destacam-se muralistas como Diego Rivera (1886-1957