28 de julho de 2012


Sejam bem vindos ao Arte Demais.








O Arte Demais surgiu em 2006, como um espaço apenas virtual. Tinha como proposta tornar-se um ponto de encontro de amigos, artistas, curiosos, que amam a arte. Como espaço virtual, um blog, manteve-se atuante até agosto de 2011. Nestes quase 12 meses o Arte Demais se recolheu. Talvez tenha sido em busca de outras perguntas, ou de outras respostas, de outros encontros, ou de outras possibilidades. Ao vivenciar este momento de suspensão, esse silêncio, ou poderíamos dizer este vazio interior, uma inquietação constante fez-se presente. Da inquietação surgiu a insatisfação e com ela a necessidade interior de resgatar este lugar de troca. Há pouco tempo uma débil tentativa com uma postagem no blog, demonstrou que não era apenas isso; faltava algo.  A ideia de transpor o virtual se insinuava. Uma solidão criativa teimava em questionar: Por que não? Por que não materializar?  Mas havíamos feito uma escolha por outro caminho....por que retornar? Se optamos por uma trilha espiritual por que um espaço material?
Com estas reflexões nos demos conta, então, da identidade ARTE/ESPIRITUALIDADE.
Muitos aqui podem achar que não tem nada a ver.
Nietzsche nos diz que é através da arte que deciframos o mundo. Com certeza se olharmos o passado, a história do homem e da humanidade, veremos que a Arte foi quem contou a história da evolução do mundo, revelando a sabedoria escondida no coração do homem. E ainda, olhando a história do mundo, que é também a história da arte, podemos perceber que o homem sempre esteve voltado para as coisas do eterno. A mensagem espiritual sempre está presente na arte independente de raça, época ou crença.
Por que?
A arte é energia em movimento – ela parte do interior do artista, evolui, movimenta-se, cresce e se exterioriza. A energia criadora está livre no universo e também está escondida em cada ser. Ela pode estar no cristal que se transforma, como está em cada um de nós. Quando a necessidade interior sacode esta energia criadora nos tornamos unos com a divindade e fazemos arte.
- na fotografia, arte do aqui e agora, captamos aquele momento único de poesia, ou vamos investigar, denunciar;
- na dança, que liga-se à música que é a arte do tempo, unificamos tempo/espaço/energia, desenhamos no espaço emoções, sentimentos, dramas, alegrias.
- no desenho capturamos a forma, assim como na pintura corremos atrás do movimento que as luzes e sombras em interação, reproduzem no espaço, originando as cores.
-  Stanilaviski fundamentava suas ideias na busca da realidade interior: “ a arte cênica é o movimento da alma para o corpo, do centro para a periferia, do interno para o externo, da coisa que o ator sente para a forma física”. Ainda diz, “Só é cênica a criatividade que se fundamenta na ação interior.”
Kandinsky, em Do Espiritual na Arte, fala que o artista que quer e deve exprimir seu universo interior, não o conseguirá pela imitação da natureza, por mais perfeita; sim espelhando-se na música, indo em busca do ritmo, da construção abstrata, da repetição de tons, do dinamismo da cor.
Concluindo;
Arte Demais continua desejando ser um ponto de encontro de pessoas sensíveis. De pessoas que sentem a energia criativa pulsando em seu interior, pessoas que acreditam que através da arte nos tornamos efetivamente Homens e ao mesmo tempo Deuses, porque acessamos e liberamos a energia divina, nos tornando também criadores. Pessoas que sentem a existência de algo maior a mobilizar a vida. Pessoas que desejam um caminho de harmonia e amor e acreditam que através da Arte o encontrarão.
Convido todos vocês a usarem este espaço; como colaboradores, alunos, frequentadores e  amigos. Que possamos a partir de hoje iniciar esta jornada de parceria e troca.

25 de julho de 2012

Meu povo de Gravatá
Vem comigo! “Vamu embora!”
O Espaço ARTE DEMAIS
Vem trazer uma nova aurora
Com sua inauguração
O prazer e a educação
Se mistura em boa hora


Lá se vai saborear
Um bom chá, uma torrada
Enquanto a poesia
No salão é recitada
Pela Sônia Sinimbu
Com a voz de um uirapuru
Alegrando essa jornada


Na rua Isaltino Pogg
No duzentos e cinquenta
Venha que serás bem vindo
E Eleonora fomenta
Chame também um amigo
Para vir e ouvir comigo
Um cordel que apimenta


Venha escutar poesia
Que a alma acalenta
Enquanto tu saboreias
A fonte que te sustenta
Chá, torrada e muito mais,
Cantigas para os teus aís
E a alegria que alimenta.


Beijos poéticos!


Oliveira do Cordel

Dia 26 de julho, quinta –feira, às 17:00 h, o Espaço ARTE DEMAIS em Gravatá, na rua Isaltino Pogg Nº 250, receberá seus amigos para o 1º Encontro “Chá, Torradas e Poesia”, quando teremos as participações especiais de Sônia Sinimbu (voz e violão) e Erriane Tenório apresentando o primeiro ato da peça a valsa Nº6 de Nelson Rodrigues.
O ator Professor de teatro Paulo Assis, nosso parceiro, interpretará Saga da Amazônia de Vital Farias.

1 de agosto de 2011

MICHELANGELO - um período heróico



O Cinquecento emerge mudando a configuração de poder na península Itálica. O novo pontífice, Júlio II, sobe ao trono papal em 1503, disposto a consolidar a hegemonia romana sobre as demais potências vizinhas. Tendo debilitado o poder dos Bórgias, em Milão, Júlio II firma-se como guerreiro. Dois anos de pontificado já são suficientes para caracterizar a grandeza de suas pretensões de domínio.
Em março de 1505, Michelangelo é chamado a Roma por Júlio II. Começa então o período heróico de sua vida. A idéia proposta ao artista é a de construir um mausoléu babilônico que encerrasse em si a memória de um papado de conquistas.  Michelangelo propõe um túmulo de dimensões colossais, digno da Roma Antiga. Júlio II se entusiasma. Buonarroti passa oito meses em Carrara, selecionando os melhores e maiores blocos de mármore. Quando estes chegam à praça de São Pedro, provocam o assombro da população, ao mesmo tempo que excitam ainda mais as ambições do papa.
Michelangelo e o pontífice tornam-se íntimos. Vêem-se sempre para discutir o trabalho e tratam-se com certa ambilidade. Mas será uma amizade tumultuada pela inveja e por intrigas da corte. Bramante (1444 - 1514), arquiteto do papa, será o maior rival do genial florentino nesse embate. Trava-se entre ambos um duelo de titãs, mesclado de inveja  prefídias. Bramante persuade o papa a desistir do projeto e substituí-lo por outro: a reconstrução da praça de São Pedro. Em janeiro de 1506, Júlio II aceita os conselhos de Bramante. Sem consultar Michelangelo, decide suspender tudo. O artista sente-se humilhado. Um ano de trabalho em vão. A 15 de abril de 1506, deixa a cidade santa, sem destino e sem projetos, cheio de dívidas.
Exasperado, volta a Florença. Logo em seguida é chamado a Roma por Júlio II. O pontífice exige sua presença e tem novos planos para ele. Michelanelo recusa, mostra-se intransigente. Por fim, nos últimos dias de 1506, vitorioso em  Bolonha, animado por mais uma conquista, Júlio II se reconcilia com o artista. A nova incumbência que o aguarda é a construção de uma colossal estátua equestre do pontífice, em bronze, a ser erigida em praça bolonhesa. Um trabalho difícil, construído ao longo de quinze atormentados meses.
Michelangelo viveu mil acidentes na criação da obra. Escreveu ao irmão: "Mal tenho tempo de comer. Dia e noite, só penso no trabalho. Já passei por tais sofrimentos e ainda passo por outros que, acredito, se tivesse de fazer a estátua mais uma vez, minha vida não seria suficiente: é trabalho para um gigante." Mas o resultado não compensou. A estátua, quatro anos depois, seria destruída por uma facção política inimiga do papa e transformada em canhão.
Terminada a missão em Bolonha, de novo o papa quer Michelangelo sob suas ordens. Em 1508, ele chega a Roma, pasmado diante da nova tarefa que lhe é encomendada: a pintura do teto da Capela Sistina, um enorme afresco de cuja técnica pouco entende. O papa exigia dele quase o impossível. Mas não havia como recusar a encomenda. Michelangelo tem diante de si um desafio, sobretudo quando, na mesma época, Rafael (1483 - 1520), pleno de glória, pinta, no Vaticano, A Escola de Atenas e A disputa do Santo Sacramento.

Fonte: Mestres da Pintura - Abril Cultural