28 de abril de 2013

PONTO, LINHA, PLANO







            O desenho é a expressão gráfica da forma e, deste modo, não é possível desenhar sem o conhecimento das formas a serem representadas.

            Chamam-se elementos fundamentais da geometria, o ponto, a linha e o plano.
            O lugar em que duas pequenas linhas se cruzam, chama-se ponto. Assim o ponto é a intercepção de duas linhas, ou aquilo que é comum à duas porções contíguas de uma linha.

            O ponto em geometria  - ponto geométrico - não tem definição por não apresentar medidas (comprimento, largura, altura).

            No desenho geométrico o ponto é convencional – nós o representamos com duas pequenas linhas cruzadas que servem para definir os lugares geométricos, as distâncias, o centro da circunferência, etc. No desenho expressivo o ponto foge à representação convencional e podem-se dar variações, dando-lhes dimensões:

·         ·    .  .      Neste caso o ponto passa a chamar-se ponto gráfico.

O ponto gráfico é um elemento plástico que serve também para caracterizar o volume. As variações gráficas e cromáticas do ponto colocam-no como um dos elementos básicos para a criação artística.

            Ao deslocarmos o lápis na superfície plana obtemos uma série de pontos que se vão enfileirando no espaço, tão unidos que se confundem num traço contínuo, dando origem a um novo elemento geométrico com a propriedade de apresentar apenas uma dimensão. Podemos então, dizer que a linha é um conjunto de pontos que se sucedem uns aos outros, numa seqüência infinita, ou considerando os axiomas de movimento de Peano – conjunto das posições de um ponto móvel.

            Conforme o movimento que a linha faz, temos:

·         o ponto movimenta-se sempre na mesma direção – reta
·         o ponto vai mudando sempre  de direção – curva ( côncava ou convexa)
·         se o ponto se desloca produzindo uma linha com seqüências de curvas, côncavas e convexas – sinuosa ou ondulada
·         se a linha se apresenta formada de seqüências de segmentos – poligonal ou quebrada
·         se apresenta uma mistura de linhas – mista

No desenho geométrico a linha é tida como unidimensional por alguns autores (não pode apresentar variações de largura), mas no desenho expressivo a linha transforma-se em linha gráfica, podendo haver variações de expessura para melhor expressar o que deve ser caracterizado, sendo, portanto – dimensional.

Quanto à posição as linhas podem ser horizontal, vertical, inclinada e curva; podem tomar direções variadas, sendo convergentes, divergentes, paralelas e perpendiculares.

Quanto ao uso as linhas chamam-se convencionais – finas, cheia, ponteada, tracejada, interrompida.

            Com pontos e linhas damos volume e textura aos nossos trabalhos.

            Uma superfície pode ser considerada como o conjunto das posições de uma linha móvel, e por analogia, um sólido pode ser definido como o conjunto de posições de uma superfície móvel.

            Figura geométrica é todo conjunto de pontos ou de elementos, como linhas, planos superfícies – que são por seu turno, conjuntos de pontos isolados ou combinados entre si.    Sendo forma o aspecto exterior das coisas, podemos dizer que formas geométricas são os conjuntos contínuos de um número infinito de elementos (pontos, retas ou planos) em alguns dos quais se pode supor contida uma figura geométrica.

            As formas geométricas podem ser agrupadas em três categorias:

1ª categoria: a ela pertencem aquelas que se constituem de elementos de uma só espécie, como a série retilínea, que é o conjunto de todos os pontos contidos em uma reta que se denomina base de série.

2ª categoria: constituída pelas que apresentam elementos de duas espécies como sejam pontos, e retas ou retas e planos. Na forma plana temos o conjunto de todos os pontos e de todas as retas contidas num plano.

3ª categoria: aqui estão as formas fundamentais: o espaço pontuado constituído por todos os pontos do espaço e o espaço de planos formado pelos infinitos planos do espaço.

            Se considerarmos reunidas as formas constituídas pelo espaço pontuado e pelo de planos, obteremos uma forma integrada por elementos das três classes e que recebe o nome de forma fundamental de terceira categoria. Neste grupo estão todas as formas que a geometria estuda como sejam os poliedros, superfícies, etc.

                                                                                               

26 de abril de 2013

A PINTURA e a ARTE TERAPIA




Pequenas indicações:

É uma atividade rítmica que exige aproximação e distanciamento.
Do ponto de vista terapêutico leva o cliente a ir do interior para o exterior.
Deve regular a respiração e a consciência deve se fazer presente na finalização dos trabalhos.

Indicações: naturezas inibidas, com distúrbios de desenvolvimento, insônia, anorexia, insuficiência ou excesso de afetividade, câimbras, histeria, esclerose, cálculos, obstrução das veias, angina, asma, epilepsia, formações tumorais, câncer.

Muito útil para crianças dispersas, com pouco interesse pelo mundo, bem como para pessoas muito intelectualizadas (umidificação da natureza física)

A Doutrina das cores de Goethe, oscila entre um discurso científico e uma linguagem poética; assim também a cor oscila ora como paixão, ora como ação.

A concepção da polaridade entre ação e paixão se reproduz no movimento da reflexão sobre as cores.

No primeiro momento precisam ser separadas entre si para depois serem reunidas novamente através da imaginação; esta transforma a polaridade originária numa totalidade. É por isso que uma linguagem das cores só pode ser figurada, simbólica.

Para Kandinsky, as cores provocam uma vibração psíquica. Escondem uma força real, embora mal conhecida, que age sobre todo o corpo humano.

“A cor é a tecla, o olho o martelo, a alma o piano de inúmeras cordas”.

As cores claras atraem mais o olho e o retém; claras e quentes mais ainda, vermelho – atrai e irrita os olhos, amarelo limão fere os olhos.

As cores existem, esta é uma verdade objetiva. Existem entre a luz e a sombra, a sombra antecedendo a luz. Luz e sombra se encontram, sua interação gera movimento no espaço, esta é a origem de todas as cores – o trágico do encontro das sombras com a luz. Atrás de cada cor há movimento e seu fim é a forma.

Sombra: cuidado, proteção, amor, crescimento, sustentação.

Luz: irradia do centro para a circunferência, carrega o impulso da forma, é clara, fria, acabada.

Cores segundo Dra. Margarethe Hauschka

Azul – resplendor da alma, representa a totalidade das forças anímicas; azul cobalto é o mais celestial.

Todas as nuances de azul estão entre cobalto e índigo.

Azul mais frio – da prússia, pressiona para a forma podendo tornar-se bastante físico no efeito até à materialidade muito rude.
Nos tornamos mais macrocósmicos na identificação com o azul.

Índigo – já se apossa da alma, pressentimento da morte. O tom azul no índigo faz manifestar-se como vivência anímica, aprendemos a superar a solidão do EU quando ele recebe impulsos e fortalecimento.

Amarelo – ascendemos à luz; contém algo mercurial que une fortemente.

Vermelho – resplendor da vida. Com o vermelho aprendemos a orar; no vermelho reside a escuridão, vontade, o calor.

Violeta – revelação da escuridão

Laranja – aprendemos o conhecimento, a nostalgia do conhecimento da essência íntima das coisas. Sentimento que se volta para fora.

Verde – imagem morta da vida. Pertence às cores crísticas, às cores imaginativas.
( branco, preto e pêssego) A morte e também a redenção são os segredos do verde. O verde provoca vivificação da organização sensorial, processo calmante da alma.


Relação com o zodíaco:

Balança – violeta, essência
Virgem – índigo, aparência
Leão – azul, tempo
Câncer – verde, espaço
Gêmeos - amarelo, quantidade
Touro – laranja, qualidade
Áries – vermelho, atividade
Peixes – vermelho mais forte, sofrimento, passividade
Aquário – avermelhado – comportamento
Capricórnio – cor de pêssego, localização, situação
Sagitário – violeta mais claro, relação
Escorpião – violeta claro - substância


Fonte: Terapia Artística, vol 2, Natureza e Tarefa da Pintura Terapêutica - Margarethe Hauschka


15 de abril de 2013

August Macke




August Macke, nasceu em 03 de janeiro de 1887 em Meschede na Westfália. Seu pai August F. Hermann Macke era engenheiro civil e empreiteiro, sua mãe Maria Florentine, conhecida na época de solteira como Adolph, era empreendedora de um agricultor. Seu pai possuía um forte gosto pelas artes, possuindo um talento invulgar. Após o nascimento de Macke eles se mudaram para uma casa, na colônia de Brüsseler Strasse. Em 1897, Macke ingressou na escola secundária de Kreuz, onde conheceu Hans Thuar. O pai de Thuar possuía uma coleção de Xilografias japonesas, que casaram uma forte impressão em Macke.
Macke mudou-se para Bona no final de 1900, onde ingressou na escola secundária de Bona. Macke conheceu Elisabeth Gerhardt, que se tornaria mais tarde sua futura esposa, a caminho da escola em 1903.
Ainda na escola Macke viu algumas pinturas de Arnold Böcklin no Kunstmuseum de Basileia, onde simbolismo do artista deixara uma marca profunda no jovem sensível. Esta foi uma grande influência no desenvolvimento artístico de Macke, que estava cada vez mais determinado a ser artista. Essa idéia era contraria por seu pai, que na altura da quase pobreza preocupava-se com o futuro do filho e achava que ele deveria levar uma vida normal.





Contudo, os planos de Macke encontraram o apoio de um artesão, Alfred H. Schütte, um industrial pai de um colega, que, além de financiar seus estudo, permitiu a ele submeter seu trabalho à opinião de Paul Clemem, professor de História de Arte em Bona, e de Claus Meyer, pintor e professor na Academia de Düsseldorf. Na realidade Macke nunca teve preocupações financeiras, fato que teve suas repercussões no seu desenvolvimento artístico e nas suas obras.Macke deixou a escola secundária cedo, em outubro de 1904, iniciou os seus estudo na Academia de Düsseldorf, começando por frequentar uma aula elementar regida pelo pintor de história Adolf Maennchen.
Na Academia desenhava-se com a ajuda de moldes, que deixou, tempos depois, de satisfazer Macke. Com isso seu entusiasmo inicial deu lugar a uma atitude mais céptica em relação a Academia. No outono de 1905 ele se inscreve na Faculdade de Arte Aplicada. Dois anos antes o arquiteto Peter Behrens havia sido nomeado reitor da Faculdade e havia reformado o ensino de acordo com as idéias progressistas do movimento das artes e o ofícios britânicos.
Macke gostava de trabalhar com a natureza. Ele era inspirado pelo seu trabalho no Düsseldorfer Schauspielhaus, que tinha a direção de Louise Dumont e Gustav Lindemann desde de 1905. Ele foi apresentado a um círculo de ativistas e de progressistas ligados ao teatro. Todavia, quando lhe ofereceram o lugar de diretor artístico da Associação de Teatro, ele recusou. Embora esse trabalho lhe interessasse, seu desejo de se firmar artista prevaleceu.
As primeira tentativas artística datam de 1902.

Em janeiro de 1904, ele já tinha enchido o seu primeiro caderno de esboços (revelando a influência de Böcklin), mesmo antes de ingressar na Academia de Düsseldorf. Ele era apaixonado pela captação de imagens do cotidiano. Durante sua curta vida ele encheu um total de 78 cadernos, num total de mais de 3 mil páginas, muitas utilizadas ambos os lados.
Os trabalhos simbolistas de Max Klinger e naturalistas de Hans Thoma e Wilhelm Leibl tiveram forte influência sobre Macke no início de sua carreira.




Em 1907 ele visita o Kunsthalle e a Sala das Gravuras onde acontece seu primeiro encontro com o Impressionismo Francês. Em junho, faz sua primeira visita a Paris. Em Outono entra para o atelie de Lovis Corinth, em Berlim. Em 05 de outubro de 1909, após se apresentar ao Serviço Militar, casa-se com Elisabeth Gerhard e tem a sua lua-de-mel em Paris. No final de Outubro, o casal muda-se para Tegernsee.
Em 13 de abril de 1910 nasce seu filho Walter, e em novembro retornam a Bona. Em fevereiro de 1911, muda-se para um novo estúdio nº 88 (hoje 96), da Bornheimer Strasse. No final do verão conhece Paul Klee, depoi de visitar a Suíça. Exibe 3 quadros na primeira exposição do Blaue Reiter na Galeria Thannhauser, em Munique.
Na Primavera de 1912 viaja para Holanda. Exibe mais 16 desenhos na segunda exposição do Blaue Reiter. No final de setembro, viaja para Paris com Franz Marc e visita Robert Delaunay. Em outubro vê pinturas futuristas no Kunstsalon Feldmann, em Colónia.
Em 08 de fevereiro de 1913 nasce seu segundo filho, Wolfgang. Em março visita a exposição de Delaunay, em Colónia. Em outubro, instala-se em Hilterfingen, no Lago de Thun, na Suíça.
No início de abril de 1914, ele viaja para Marselha, via Thun e Berna. A 06 de abril faz a travessia de Marselha para Tunes na companhia de Klee e Moilliet. A 22 de abril, regressa com Moilliet a Hilterfingen, via Palermo e Roma. No início de junho, regressa a Bona.

Em 08 de agosto é chamado para o serviço militar e em 26 de setembro, August Macke é morto em combate.



Informações retiradas do livro: "Macke" de Anna Meseure.
(c) 2000 Benedikt Taschen Verlag Gmbh.


Vincent Van Gogh


13 de abril de 2013

Código Artes Leonardo da Vinci e Boticelli


Código artes Leonardo da Vinci 



Leonardo da Vinci, o grande maestro renascentista, foi discípulo de Verrochio, alquimista e hermetista conhecido na época, quem influenciou também a Sandro Felippepi, mais conhecido sob o pseudônimo de Boticelli, outro grande pintor da Renascença italiana. O biógrafo de da Vinci e seu contemporâneo, Vascari, definia o MAESTRO como sendo possuidor de "mente herética". Apontado como tendo sido um dos Grão-mestres da poderosa sociedade secreta - Le Prieurè de Sion - (1510-1519). A historiadora inglesa - Dame Francis Yeats - considera ter sido o pintor um adepto da "Rosa Cruz Fama Fraternitatis" (membro do "Le Prieurè de Sion"), e um dos maiores usuários do que se chama de "double entendre" (duplo sentido).



Códigos usados por da Vinci na sua obra 





Santa Ceia - João, o discípulo amado, é uma mulher (que não se leve em conta o homossexualismo confesso do pintor). Usa correntinha de ouro no pescoço e afasta-se de Jesus com uma coqueteria feminina, incontestável. Seria Madalena?
João / figura feminina e Jesus, usam o chamado "efeito espelhado": túnica vermelha e manto azul, Jesus, Túnica azul e manto vermelho. O "espelho" simboliza a entrada para uma realidade oculta. Um crítico de arte verá que os grupos formados por Jesus e João / figura feminina, pelo afastamento da suposta Madalena, formam um M no centro do Quadro. O M foi um código muito usado pelos Templários e sobre o qual existe controvérsia: M, símbolo da constelação Virgo M de Madalena, venerada pelos Templários? 
No "grupo de Jesus", aparece "mão anômala" fazendo o "gesto ou dedo de João" (o Batista) tão caro a da Vinci que usou este símbolo com grande constância na sua obra. O próprio da Vinci encarna S. Judas Thadeu e o Prior do Monastério de Santa Maria, quem da Vinci odiava, foi colocado na pele de Judas! Apesar de ser a cena da "Instituição da Eucaristia", não há vinho e pão na mesa posta por da Vinci, o pão está reduzido à migalhas esparsas.



Outros códigos usados por da Vinci nas suas obras 





Virgem das Rocas - Maria parece proteger Jesus e sua outra mão, como garra, parece afastar João Batista. O Menino Jesus é quem recebe a "benção" de João Batista. João Batista era venerado pelos Templários e algumas das seitas esotéricas, (às vezes, até mais do que o culto prestado a Jesus), em todos os seus símbolos. O "carob tree", árvore símbolo de João Batista e o "gesto de João" - tela: "Adoração aos Magos". Nesta tela da Vinci se auto retratou, dando as costas à cena da Natividade. Os anônimos do quadro ignoram Jesus e "velam" o "carob tree". São João Batista (escultura) o "dedo ou "gesto" de João".



Código artes Boticelli 








No quadro "Maria aos pés da Cruz", Boticelli empregou os seguintes códigos: Maria Madalena veste "capa cardinalícia". O vermelho, símbolo do status clerical, símbolo dos bispos, demonstra a reverência de Boticelli à Madalena, versado como foi nas artes esotéricas assimiladas de Verrochio (outra cor símbolo: o verde / fertilidade).
O anjo segura uma raposa pelo rabo: a raposa é o símbolo da "falsidade pia". Parece que Boticelli acreditava, como os gnósticos, que Jesus sobreviveu à crucifixão. Piero Alla Francesca, pintor renascentista, também pintou Madalena usando a "capa cardinalícia" - Madalena era "Grã-sacerdotiza Nazarite" pertencente à Igreja Nazarena a verdadeira religião de Jesus, o Nazareno. Não por haver nascido em Nazaré, inexistente naquela época e sim por pertencer à seita nazarena (outras seitas: zadoquitas, saduceus, essênios, etc).





Fonte: Lynn Picknnet and Clive Prince: "The Templar Revelation".