6 de outubro de 2012

LEILA DINIZ


 “Nós, mulheres, queremos e não queremos ser independentes”.





“Quebro a cara toda hora, mas só me arrependo do que deixei de fazer por preconceito, problema e neurose”



Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz 

Rita Lee, Todas as Mulheres do Mundo



“Não sou contra o casamento. Mas, muito mais do que representar ou escrever, ele exige dom”




“Viver, intensamente, é você chorar, rir, sofrer, participar das coisas, achar a verdade nas coisas que faz. Encontrar em cada gesto da vida o sentido exato para que acredite nele e o sinta intensamente”



Leila Diniz foi a porta voz das mulheres silenciadas pelos valores tradicionais e machistas, de uma sociedade subjugada pela ditadura. Ela ensinou a todas nós uma nova forma de ser mulher. Enfrentou os costumes posando grávida de biquini, afrontando com seu jeito moleque e divertido a tudo e a todos. Liberou a linguagem nas bocas femininas, fez cinema, teatro, televisão num tempo em que as mulheres artistas, e liberadas como ela,  não eram bem vistas. Destacou-se principalmente no cinema, onde ressaltamos "Todas as Mulheres do Mundo" (de 1966), escrito e dirigido por seu primeiro marido, Domingos de Oliveira. 


“Só quero que o amor seja simples, honesto, sem os tabus e fantasias que as pessoas lhe dão”




"Você pode muito bem amar uma pessoa e ir para cama com outra. Já aconteceu comigo”

Leila causava escândalo com vida sexual e amorosa e por tantas e tantas frases como as que postamos, mas será que nós brasileiras seríamos quem somos se ela não tivesse aberto tantos caminhos?

“Todos os cafajestes que conheci na vida são uns anjos de pessoas”





“Sempre andei sozinha. Me dou bem comigo mesma”




“Não morreria por nada deste mundo, porque eu gosto realmente é de viver. Nem de amores eu morreria, porque eu gosto mesmo é de viver de amores”

3 de outubro de 2012

Simone de Beauvoir

Hoje vamos de Simone de Beauvoir?


“É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente.”

Dramaturga, escritora e filosofa existencialista.


 “Eu existo fora de mim, e por toda parte do mundo não há uma polegada sequer de meu caminho que não se insinue num caminho alheio.”




“O presente não é um passado em potência, ele é o momento da escolha e da ação.”


Li A Convidada ainda adolescente e, desde então, minha admiração por esta escritora só fez crescer.
A escritora, a mulher Simone, porta voz da liberdade individual, instigou o mundo a abrir-se a mudanças; mudanças sociais, mudanças políticas, mudanças pessoais, principalmente mudanças da forma de existir, de estar no mundo.


“A minha liberdade não deve procurar captar o ser, mas desvendá-lo.”




“Seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro, forçado a um estado de estupidez.”


Simone viveu 78 anos, sendo uma das figuras mais importantes do feminismo, embora não gostasse de ser associada a este termo:


“nunca nutri a ilusão de transformar a condição feminina, ela depende do futuro do trabalho no mundo (…) É por isso que eu evitei me fechar no que chamam de ‘o feminismo’.”



“Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância.’


Sugestão de leitura: http://www.simonebeauvoir.kit.net

2 de outubro de 2012

Camille Claudel


Hoje A Arte Demais mostra um pouco de Camille Claudel

Camille Claudel


A escultora Camille Claudel, nascida em 1864, irmã do poeta Paul Claudel, é mais conhecida pelo seu romance com August Rodin, do que pelo seu trabalho. Rodin, 24 anos mais velho, escultor consagrado, torna-se seu mestre e amante.
Camille tem um pequeno reconhecimento pelo seu trabalho, não encontrando a fama.
Abandonada por Rodin, Camille volta-se contra sua obra, destruindo parte de sua produção, entregando-se à obsessiva dor que a envolve, o que leva sua família a interná-la inicialmente no asilo Ville-Evrard e posteriormente no Hospital Psiquiátrico de Montdevergues, onde permanece até a morte em 1943, sem glória, no anonimato.
Rodin expôs algumas obras de Camille, mas não tentou retirá-la do hospital.


Sakountala ouAbandon




“Há sempre algo de ausente que me atormenta”

l´aurore

Sugerimos leitura: 

Camille Claudel: entre a loucura e a arte | Malvine Zalcberg

malvinezalcberg.com.br/blog_br/?p=94

1 de outubro de 2012



 ARTE COM CRIANÇAS


A Oficina de Criatividade Infantil, objetiva sensibilizar e iniciar as crianças no mundo da Arte. Sem a intenção de "formar artistas", espera possibilitar o manuseio de materiais diversos, a experimentação de algumas técnicas, a descoberta e utilização das formas e das cores. Ao entrar na escola muitas vezes a espontaneidade e criatividade das crianças fica um pouco bloqueada em função do programa a ser seguido. Visamos na nossa Oficina, liberar a criatividade natural da criança, oferecendo-lhe suporte técnico para sua expressão pessoal.



FRIDA KAHLO


Dando continuidade ao destaque à Mulher que o Espaço Cultural Arte Demais está dando,  iniciamos  outubro com Frida Kahlo.

"Te amo más que a mi propia piel."

Frida Kahlo




Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon 

FRIDA KAHLO, mexicana, patriota, comunista,revolucionária, nascida em 6 de julho de 1907 em Coyoacan, México, filha do famoso fotógrafo judeu-alemão Guillermo Kahlo e de Matilde Calderon y Gonzales, mestiça, Frida sempre foi apaixonada pela cultura de seu país e adorava tudo que remetesse às tradições mexicanas. Fato que ela sempre fazia questão de demonstrar em sua maneira de se vestir e em seu trabalho ao incluir elementos da cultura popular.


Não queremos aqui trazer sua biografia marcada pela tragédia, mas destacar a força de uma mulher que soube como ninguém o verdadeiro significado da palavra superação.

É muito difícil separar a obra do autor, mas no caso de Frida Kahlo isto torna-se quase impossível. Com uma vida marcada pela dor e sofrimentos físicos, Frida utiliza-se da pintura para sobreviver, para ter seu corpo reintegrado. Sua arte é a arte da realidade de sua própria vida, assim ela mesma se expressa:

" Nunca pinté mis sueños,pinté mi propia realidad"

Seus quadros falam de sua experiência pessoal, de sua vida, em grande parte vivida na cama, constituindo-se quase que totalmente em auto retratos.



"Me pinto a mi misma porque estoy con frecuencia sola e porque soy la persona a cual mejor conozco"


"Mi pintura lleva con ella el mensaje del dolor"


"Pies, para que los quiero se tengo allas para volar."